quinta-feira, 2 de junho de 2011

Conselho





Viva todos os prazeres e sofisticações das grandes cidades...


...Mas, às vezes, retire-se ao campo e viva alguns dias como se não houvesse outra opção. Sinta o cheiro da terra, a temperatura do solo e o sabor do vento. Você vai descobrir um mundo novo que sempre existiu.

Mantenha-se atualizado, mas... não deixe de estudar história, não deixe de escutar os mais velhos, e não deixe de aprender com o passado. Conhecer o passado vai lhe ajudar a entender o presente e se preparar pro futuro.

Sim, é verdade o único tempo que de fato existe é o presente pois o passado já existiu e o futuro existirá, ou nem...

Você só vive de fato o instante, mas não seja tão tolo a ponto de esquecer o passado ou ignorar o futuro. Só você sabe quanto custou chegar até aqui; não permita-se esquecer as lições.

Seja o primeiro. Ou o último. Não importa!
Se você não competir não sofrerá com suas derrotas e não se exaltará com suas vitórias. Mas... de alguma forma coloque-se à prova, experimente-se, conheça seus próprios limites. Não acontente-se, deles você pode evoluir e não basta querer. Busque!

Coma bem. Esqueça todos os remédios e apenas coma bem. Mantenha uma dieta mediterrânea. Grande civilizações se desenvolveram dessa forma. Não ignore as tradições, respeite os alimentos e esqueça os “especialistas”.
“Especialistas” levaram tempo de mais pra entender que o mundo era redondo e talvez levem ainda muitos séculos para provar cientificamente coisas que sua avó já sabia desde sempre.

Escolha uma mesa de madeira. Esqueça as bandejas de plástico e outros produtos artificiais. Desligue a televisão. Conheça a origem das coisas e plante alguns temperos.

É na hora de comer que se abrem todas as portas energéticas do seu corpo para receber aquilo que vem de fora. Provado cientificamente! Aprovado misticamente.

Escolha bem o que mandar para dentro e coloque toda a sua consciência. Prefira ingredientes naturais e permita que cada um deles cumpra a sua função despretensiosamente.
Alguém antes de mim já disse que a simplicidade é mais alto grau de sofisticação. Vale pra cozinha e vale pra tudo.

Medite sobre cada aroma, cada sabor de cada ingrediente e não se esqueça de agradecer a quem preparou.

Preparar a refeição de alguém é uma forma belíssima de doação. Nos mosteiros budistas apenas os monges mais evoluídos podem tocar os alimentos. Nas famílias tradicionais mediterrâneas apenas as mães tinham esse poder.

Algumas pessoas rezam e agradecem cada refeição, outras deixam comida no prato, e outras ainda nem sabem o que estão mastigando enquanto assistem “porcaria” na televisão. Um dos momentos mais bonitos que você pode vivenciar é a união familiar. A mesa lhe dá essa oportunidade.

Experimente o poder da variedade!
A mesa é um ótimo lugar para você se confrontar com seus preconceitos: Nunca provou, mas não gosta? Acredite: um prato ou um ambiente multi-varietal só lhe fará bem.

Lembre-se de sempre sair da mesa com um pouquinho de fome. A fome lhe mantém ativo e astuto. A abundancia lhe torna preguiçoso e entediado.

Você pode se acostumar...

pp

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dieta mediterrânea e o desempenho mental. [Reuters]


Adote o estilo grego: um novo estudo indica que as pessoas que comem e bebem como os mediterrâneos podem pensar um pouco mais claramente na velhice; e a dieta mediterrânea não só é boa para o cérebro, como para o resto do corpo.

Para determinar os potenciais benefícios à saúde dessa dieta, os pesquisadores analisaram os hábitos alimentares e a função cognitiva de cerca de 4.000 mediterrâneos com 65 anos ou mais.

A dieta do Mediterrâneo é tradicionalmente associada ao consumo de muito vinho, frutas, verduras, legumes, azeite e peixe, além do baixo consumo de carne vermelha. Essa lista de alimentos é reconhecida por ajudar a prevenir várias doenças, incluindo doenças cardíacas, câncer e diabetes.

Os pesquisadores deram aos participantes duas pontuações de dieta diferentes, uma que refletia a adesão à dieta tradicional da população grega, e outra baseada em quão bem os participantes cumpriram as Diretrizes Alimentares dos EUA de 2005 (que dá menos peso a peixe e legumes e indica uma ingestão moderada de álcool em comparação com a dieta mediterrânea). O declínio cognitivo dos participantes foi avaliado a cada três anos, com base em medidas como a memória e habilidades matemáticas básicas.

De uma pontuação máxima de 55 na escala da dieta mediterrânea – que refletia uma dieta grega por excelência – o participante do estudo recebeu uma média de 28. Aqueles com maior pontuação pareciam ter um declínio cognitivo mais lento ao longo do tempo, mesmo depois de considerar outros fatores, como educação.

As diferenças tinham um significado prático. Se houvesse dois idosos da mesma idade com pontuações diferentes na dieta mediterrânea, o indivíduo com uma pontuação 10 pontos maior tinha um desempenho cognitivo como se fosse 3 anos mais jovem do que o outro adulto com 10 pontos a menos.

Uma pontuação melhor com base nas Diretrizes Alimentares dos EUA não pareceu influenciar as taxas de declínio cognitivo. Os pesquisadores apontam algumas explicações para tais efeitos, por exemplo, o papel potencial do vinho em proteger o cérebro contra danos. Os alimentos tradicionais do Mediterrâneo também podem reduzir o estresse oxidativo e a inflamação que devem desempenhar um papel no mal de Alzheimer.

Os resultados são consistentes com outros estudos que encontraram um menor risco de declínio cognitivo e mal de Alzheimer entre aqueles com maior pontuação na dieta mediterrânea, apesar de que esses estudos usaram métodos diferentes para medir a aderência à dieta.

Porém, uma vantagem de seguir uma dieta mediterrânica é a capacidade de se concentrar em determinados alimentos e não apenas em nutrientes individuais. Integrar mais legumes, mais azeite, peixe e consumo moderado de vinho junto a uma maior atividade física é bom para o cérebro, sem dúvida.

[Reuters]
IPSIS LITTERIS

domingo, 30 de janeiro de 2011

Comédia Dieta Mediterrânea capricha no tempero picante




Vem de longa data o namoro entre cinema e culinária. De diferentes países, vieram filmes que seduziram o espectador com o que se pode chamar de “paladar visual”. Do japonês “Tampopo – Os Brutos Também Comem Spagetthi” (1985) ao brasileiro “Estômago” (2007), diversos pratos cinematográficos foram servidos nas últimas décadas. Algumas receitas revelaram-se deliciosas, como os sensíveis e premiados “Como Água para Chocolate” (1992) e “A Festa de Babette” (1987), outras desandaram o caldo como o indigesto “Sabor da Paixão” (2000), com Penélope Cruz e Murilo Benício.

Seguindo essa linhagem, chega ao Brasil a comédia espanhola “Dieta Mediterrânea”, um longa que não é exatamente sobre comida, mas se utiliza dos sabores exóticos da alta culinária como pano de fundo para uma sensual história sobre um triângulo amoroso.

Dirigido e co-escrito por Joaquín Oristrell, “Dieta Mediterrânea” conta a história de Sofia (Olivia Molina), uma mulher que, desde criança, sonhou em ser uma grande chef de cozinha. Também vem da infância sua ligação com Toni e Frank, os dois homens com quem a protagonista irá dividir as alegrias, tristezas, sonhos e lençóis no decorrer de sua escalada rumo ao estrelato. O simplório Toni (Paco Leon) conseguiu conquistar seu coração na juventude, mas foi o ambicioso Frank (Alfonso Bassave) quem lhe convenceu a galgar o caminho da fama. A história de Sofia se divide entre a paixão pela gastronomia e a paixão por estes dois homens.

Em determinado ponto da trama, Sofia não conseguirá abrir mão de nenhuma de suas paixões e encontrará, num ousado relacionamento a três, a saída para seus dilemas. Ao erguer a bandeira da liberdade sexual, o diretor parte para a ruptura das convenções com uma proposta complexa, envereda seu roteiro, de potencial cômico, para um terreno mais ousado, flertando com o homoerotismo, os jogos sexuais e as dificuldades sociais inerentes a um ménage-a-trois.

Tão pretensioso quanto as receitas elaboradas por Sofia, o longa aposta na sensualidade de seu trio de atores, famosos em seu país pelas séries de TV que protagonizam, para camuflar as pequenas falhas de seu roteiro. Há até um breve nu frontal de Alfonso Bassave como tempero adicional.

“Dieta Mediterrânea” é um filme sexy e divertido, e mantém a atenção do espectador com ingredientes de receitas de sucesso, como a superação profissional feminina de “Simplesmente Marta”, o exotismo da culinária internacional de “Julie & Julia” ou a sexualidade como pano de fundo de “À Moda da Casa”.

Oristrell, como quase todos os diretores que se arriscam no tema, utiliza a comida como metáfora para os sentimentos humanos. O cineasta, porém, dá mais atenção ao desenlace daquele triângulo amoroso consensual do que à relação deles com a culinária, o que compromete a apreciação do longa.

Ao definir o menu de sua obra, o diretor entrega uma entrada promissora, seguida de um prato principal picante, mas finaliza o cardápio com uma daquelas sobremesas que são mais bonitas que saborosas.

IPSIS LITTERIS

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Estão acima do peso; 50% dos europeus, 25% dos americanos e 10% dos italianos.



Dieta Mediterrânea?

Segundo a Comissão Européia e a Organização pela Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCSE) menos de 10% dos italianos estão acima do peso enquanto a média européia beira os 50%.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, cerca de 25% dos adultos norte-americanos são obesos.

E você brasileiro? Que tipo de cultura alimentar vem transmitindo aos seus filhos?

Buon Appetito!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ITALIANOS COMEM "SPAGHETTI" PARA COMEMORAR PATRIMÔNIO CULTURAL




ROMA, 16 NOV (ANSA) - Um grupo de pessoas degustou hoje, na praça histórica de Campidoglio, na sede da prefeitura de Roma, na Itália, um prato de espaguete com tomates e manjericão, receita típica da dieta mediterrânea incluída na lista da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

"Um patrimônio da Unesco dentro de outro patrimônio da Unesco, uma irmandade perfeita", comentou o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, aludindo à famosa praça projetada por Michelangelo, localizada no cume da montanha da capital, também um patrimônio mundial da Unesco.

A primeira leva de "espaguetada" foi preparada com massa, azeite extra virgem de oliva e tomates plantados na região rural da Itália, controlados em sua origem.

"O produto agrícola é um patrimônio cultural deste país, porque não apenas temos monumentos e história, mas também produtos agrícolas para promover sua autenticidade", afirmou o prefeito de Roma. (ANSA)

IPSIS LITTERIS

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

È a dieta mediterrânea a solução para o efeito estufa!



Alexander Hristov. Eis o nome do santo professor de nutrição da Universidade de Penn State nos Estados Unidos que após 6 anos de estudos descobriu mais uma importante função para a nobre erva Origanum vulgare.

Desde sempre nas cozinhas do mediterrâneo faz-se uso das ervas aromáticas do gênero Origanum como orégano, manjerona e outras.

Há muito tempo o mundo conhece suas propriedades nutricionais: estimula o apetite, a digestão, é expectorante, anti-séptico, diurético, sudorífero, combate a insônia, o stress, o cansaço nervoso, as exaltações febris e, enquanto ainda fresco, é um excelente repelente de formigas!

Nada disso, porém, torna Alexander Hristov o gênio que estou anunciando.
De fato, o professor Hristov (vou escrever este nome ainda umas 10 vezes e não vou conseguir decorar) descobriu q o orégano pode ser a nova arma contra o efeito estufa e salvar humanidade do fim do mundo em 2012.

A descoberta do professor Alexander Hristov simplesmente joga no lixo toda a neurose do protocolo de Kioto, aquele acordo internacional que, se cumprido a risca, deveria reduzir em 5% as emissões de gases bandidos até 2012 (data estipulada para o apocalipse).

As estatísticas dizem que o dióxido de carbono é dentre os vilões o que mais tem aumentado os gases de efeito estufa. Entretanto, o metano é 20 vezes mais efetivo.
Estudos indicam que a digestão dos rebanhos bovinos, caprinos e ovinos juntos produzem 37% das emissões de gás metano. Estes números surpreendentes deixam os rebanhos atrás apenas dos consumidores assíduos de sauerkraut, que perante a baixa natalidade nos países germânicos, aproximam-se da extinção.

E é aí que entra o Professor e o orégano...

Segundo os estudos do professor Hristov ao adicionar orégano à alimentação do rebanho as emissões de metano (pum!) se reduzem em média 40%, além de aumentar a produção de leite em 1 litro por animal.

Nós, entusiastas da dieta mediterrânea estamos fazendo a nossa parte. Consumimos orégano há mais de 2000 anos. Faca você também a sua parte, coma orégano antes de entrar no elevador!

sábado, 19 de junho de 2010

Aumento no preço de refrigerantes pode reduzir obesidade nos EUA




REUTERS...

Segundo pesquisadores norte-americanos de Harvard, elevar o preço dos refrigerantes com açúcar pode fazer com que os consumidores procurem bebidas mais baratas e saudáveis.

Eles informaram na quinta-feira (17) que ao elevar em 35% o preço de uma lata de refrigerante na lanchonete de um hospital de Boston, as vendas das bebidas caíram 26%, o que mostra evidências de que a adição de um imposto sobre elas pode levar os consumidores a melhores escolhas.

A obesidade eleva em cerca de US$ 147 milhões por ano os custos do sistema de saúde dos EUA. Diversos Estados, como Nova York e Califórnia, subiram os impostos sobre os refrigerantes para cobrir o custo de doenças relacionadas à obesidade.

"A obesidade atingiu níveis epidêmicos. É um problema extremamente difícil e complicado", disse Jason Block, cujo estudo foi publicado no "American Journal of Public Health".

Ele disse que os refrigerantes têm sido cada vez mais reconhecidos como um dos principais contribuintes para o crescimento da obesidade no país.

No mês passado, a primeira-dama Michelle Obama anunciou um plano de 70 pontos para reduzir a obesidade infantil, que pediu uma análise do impacto dos impostos sobre o consumo local de vendas de alimentos menos saudáveis.

O consumo de açúcar em grandes quantidades não só torna as pessoas mais gordas, como também aumenta o risco de diabetes, doenças cardíacas e derrame, segundo a Associação Americana do Coração.

"Refrigerantes normais representam cerca de 7% de todas as calorias consumidas nos Estados Unidos," disse Block em entrevista por telefone.

Para o estudo, a equipe do pesquisador aumentou o preço de uma lata de refrigerante em US$ 0,45 ou 35% na cafeteria no hospital Brigham and Women, da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e, em seguida, mediram o efeito sobre as vendas.

"Descobrimos que o aumento do preço levou a um declínio de 26% nas vendas dos refrigerantes normais", contou Block.

Em vez de comprarem uma bebida energética ou um suco de frutas, as pessoas aumentaram o consumo de bebidas dietéticas ou café durante o período do estudo, disse ele.

A equipe comparou o efeito do aumento de preços a uma campanha educativa, em que divulgaram cartazes e informações sobre a perda de peso e a necessidade de cortar o consumo de bebidas adoçadas.

Segundo Block, a campanha não teve nenhum efeito sobre os hábitos de compra das bebidas.

Ele disse que o estudo que sugere um aumento de preços deve ser uma alternativa para avaliar as opções para tratar a obesidade nos Estados Unidos.

"Há uma série de propostas para cobrar impostos sobre refrigerantes. Eu acho que é uma discussão importante. O estudo mostra indícios de que a medida poderia funcionar para reduzir as taxas de consumo", diz Block.

A American Beverage Association, um grupo comercial, cujos membros incluem a Coca-Cola Co, Pepsico Inc, e Dr Pepper Snapple Group, opõe-se veementemente a tais impostos e diz que o refrigerante com açúcar não é o único fator de risco para a obesidade ou doenças cardíacas.